SEOcamp anuncia 4ª edição 100% remota e gratuita para 17 e 18 de setembro
Direto do fundador Nilton Alvares: o evento dobra a programação para 150 palestrantes e abre chamada para novos nomes, um ano depois de reunir 1.200 pessoas presencialmente em São Paulo.
O SEOcamp vai virar remoto. Em comunicado enviado diretamente por Nilton Alvares, fundador do evento e da EducaSEO, a 4ª edição foi confirmada para os dias 17 e 18 de setembro de 2026 — pela primeira vez 100% online e gratuita, abrindo a participação para todo o Brasil. A programação também muda de escala: serão 150 palestrantes nacionais e internacionais, o dobro da edição anterior, distribuídos em quatro palcos simultâneos. A organização já abriu formulário de inscrição para quem quiser se candidatar a palestrante.
A mudança de formato é uma aposta ousada logo depois do maior público presencial da história do evento. Trocar exclusividade presencial por escala nacional online significa abrir mão do networking físico de São Paulo em troca de alcançar quem nunca teve como viajar até lá — e dobrar a curadoria de palestrantes é, ao mesmo tempo, uma resposta ao apetite que a edição anterior mostrou existir.
O que a edição anterior entregou
27 de março de 2026, São PauloNo dia 27 de março de 2026, o Espaço Fit Eventos, na zona sul de São Paulo, parou de ser só um espaço de convenções para virar, por um dia, o centro gravitacional do SEO brasileiro. Ali aconteceu a 3ª edição do SEOcamp, reunindo cerca de 1.200 pessoas e mais de 75 palestrantes distribuídos em quatro palcos simultâneos, discutindo SEO, GEO e CRO ao longo de 40 horas de conteúdo gravado.
O pano de fundo não é pequeno. A busca no Brasil e no mundo está passando pela maior ruptura desde a chegada do Google: motores de busca generativos como o AI Overview, o ChatGPT e o Perplexity estão respondendo perguntas direto na tela, sem clique, sem visita ao site. Isso forçou o mercado de marketing digital a criar uma nova disciplina — o GEO, ou Generative Engine Optimization — e o SEOcamp se tornou um dos primeiros grandes palcos brasileiros a tratar o tema com profundidade técnica, não como modismo.
Fonte: seocamp.com.br Confirmado
Não faltou densidade técnica nos palcos. Aurélio Forbellone, especialista em SEO do Magalu, levou uma tese sobre “RAG Bait” — a ideia de que marcas precisam produzir dados originais e proprietários (pesquisas, estatísticas exclusivas, conteúdo multimodal) para virarem matéria-prima das respostas geradas por IA, em vez de depender só de otimizar páginas para cliques. Rodolfo Sabino, fundador da Search Robotika, apresentou sua metodologia própria de SEO de Performance, construída para gerar citações em mecanismos como SGE, ChatGPT, Perplexity e Gemini — não apenas tráfego.
Viviane Oliveira, da WSI Digital Marketing, tratou de como manter visibilidade de marca quando o consumidor pesquisa fora do Google, em redes sociais e assistentes de IA. Paulo Machado, da Gouvêa Experience, chamou atenção para o Bing Webmaster Tools, ferramenta historicamente ignorada perto do Google Search Console. E Luiz Paulo, da aunica, levou uma discussão mais operacional: como estruturar um calendário editorial estratégico com apoio de IA no dia a dia de um analista de conteúdo.
Quem estava no palco
Os cargos que deram peso à programaçãoO que distingue o SEOcamp de boa parte dos eventos de marketing digital brasileiros é o tipo de crachá que sobe ao palco: não são só consultores e agências, mas gente que responde por SEO dentro de operações gigantes. Sebastián Galanternik e Filipe Schaab levaram a visão do Mercado Livre; Gabriela Capo, a do Itaú; Danilo Matos, a das Casas Bahia; Diego Cardoso, a do Grupo Boticário; Rafael Venâncio, a do iFood; Rodrigo Souza, a da Nestlé. Do lado das agências e consultorias especializadas, subiram ao palco CEOs como Diego Ivo (Conversion), Mario Melo (VisionSEO), Alejandro Gonzalez (Ranki.co) e Julio Cesar Rogério (AnaMid).
A edição de março também marcou a estreia de uma premiação para cases de sucesso em SEO, dando palco a estratégias e resultados comprovados de profissionais do setor — um sinal de que o evento vinha amadurecendo de encontro de palestras para um selo de reconhecimento de mercado. Agora, com a virada para o formato remoto e gratuito, o desafio passa a ser outro: manter esse mesmo nível de curadoria com o dobro de palestrantes e sem o filtro natural que um ingresso presencial impõe.