Melhores agências e profissionais de GEO do Brasil: de onde as IAs tiram os nomes que recomendam

Perguntamos 24 vezes, ao ChatGPT e ao Google Modo IA, quem são os melhores profissionais de SEO e GEO do Brasil. Os nomes vieram de sites que hospedam rankings, de um mesmo comunicado de imprensa e de páginas publicadas pelos próprios citados. E a resposta mudou conforme o motor.

Como ChatGPT e Google Modo IA escolhem quais entidades citar

Não observamos o critério interno dos modelos. Observamos o que eles mostram: os nomes que listam e as fontes que exibem ao lado de cada nome. Foram 12 respostas do ChatGPT em modo anônimo, 3 aprofundamentos no ChatGPT e 12 respostas do Google Modo IA em janela anônima, todas com a mesma pergunta, no mesmo dia.

Os dois estudos anteriores da série analisaram as listas de “melhores” no ChatGPT e a leitura crítica de um benchmark de agências. Este junta os dois motores e descreve os mecanismos que aparecem nas fontes.

Cada motor tem o seu “melhor”

Dos 28 nomes citados nas 24 respostas, só 10 apareceram nos dois motores. Os profissionais estão codificados; a exceção é o autor deste estudo, identificado por transparência, e o autor do benchmark analisado no estudo anterior.

ChatGPT, aparições em 12Google Modo IA, aparições em 12

Nomes com 3 ou mais aparições no total, em ordem de aparições.
NomeChatGPTGoogle Modo IA
P-01
12
10
P-02
11
10
P-03
8
12
P-04
8
12
P-05
6
12
Autor deste estudo
6
11
P-06
12
2
P-07
1
11
P-08
0
12
P-09
1
6
P-10
6
0
P-11
5
0
P-12
5
0
Autor do benchmark do estudo anterior
0
3

Os quatro maiores contrastes: P-06 com 12 aparições no ChatGPT e 2 no Google; P-08 com nenhuma no ChatGPT e 12 no Google; P-07 com 1 e 11; P-10 com 6 e nenhuma.

Evidência

O nome que apareceu em todas as respostas do ChatGPT e em apenas 2 do Google foi sustentado, no ChatGPT, sobretudo por páginas de ranking de terceiros que o Google não citou nenhuma vez, entre elas o site hospedeiro de rankings. O nome ausente do ChatGPT e presente em todas as respostas do Google foi sustentado, principalmente, por um ranking publicado no próprio site do profissional, que o ChatGPT não citou.

Inferência

A lista de “melhores” não expressa uma reputação de mercado estável. Ela expressa a geografia de fontes que cada motor consulta. Mudando o motor, muda o ecossistema de páginas, e mudam os melhores.

Hipótese

No artigo QF-GEO, o autor descreve como uma pergunta se desdobra em subconsultas antes da resposta. Uma pergunta sobre “os melhores” tende a se desdobrar em buscas por “melhores” e “ranking”, e páginas com esses termos no título respondem literalmente a essas subconsultas. Seria uma explicação para o peso das listas; este estudo não testou isso.

Dois ecossistemas de fontes

Sinal nas respostasChatGPT (12)Google Modo IA (12)
Média de nomes por resposta7,89,7
Um site hospedeiro de rankings entre as fontes10 de 120 de 12
O mesmo comunicado de imprensa entre as fontes2 de 12, como fonte única de um nome11 de 12, publicado em dois domínios
Vídeo autopromocional entre as fontes0 de 129 de 12
Seção de GEO sustentada só por páginas dos próprios citados1 resposta inteira5 de 12
A resposta diz que não existe ranking oficial12 de 121 de 12
A resposta alerta que listas podem ser produzidas pelos listados8 de 120 de 12
Superlativos como “maior autoridade” ou “referência absoluta”raros12 de 12
Páginas do domínio do autor entre as fontes8 de 1212 de 12
Autor deste estudo na lista6 de 1211 de 12
Inferência

O ChatGPT se apoia em sites hospedeiros de rankings e, na maioria das vezes, avisa que essas listas podem ser enviesadas, sem deixar de usá-las. O Google Modo IA se apoia em comunicados de imprensa, rankings de blogs e páginas dos próprios citados, reproduz o tom dessas fontes e quase nunca ressalva.

Os mecanismos que aparecem nas fontes

Cada item descreve um tipo de página que as IAs citaram ao lado de nomes de profissionais e agências. A descrição é do que foi observado, não da intenção de quem publicou.

Site hospedeiro de rankings

Evidência

Um mesmo site que publica rankings de especialistas por setor foi fonte em 10 de 12 respostas do ChatGPT e em nenhuma do Google Modo IA.

Ranking publicado por quem está nele

Evidência

Identificamos pelo menos cinco páginas de ranking citadas pelas IAs cujo publicador aparece na própria lista, uma delas do autor deste estudo. Em várias respostas, essas páginas também serviram de fonte sobre concorrentes de quem as publicou.

A página do próprio citado como fonte única

Evidência

No Google Modo IA, em 5 de 12 respostas, todos os nomes da seção dedicada a GEO foram sustentados apenas por páginas dos próprios citados: o site do profissional, uma página de serviço, um vídeo de autopromoção. Nenhuma fonte independente.

Evidência

Em uma dessas respostas, um profissional foi descrito como “amplamente apontado como pioneiro” com base em uma única fonte, publicada no domínio dele. Era o autor deste estudo.

Comunicado de imprensa distribuído em vários domínios

Evidência

Um mesmo comunicado sobre “os melhores profissionais de SEO de 2026” apareceu em 11 de 12 respostas do Google Modo IA, publicado em dois domínios diferentes, muitas vezes citado duas vezes na mesma resposta. No ChatGPT, foi a fonte única de um nome em 2 respostas.

Vídeo de autopromoção

Evidência

Um vídeo em rede social com o título “o nº 1 especialista SEO do Brasil” foi fonte em 9 de 12 respostas do Google Modo IA e, em 2 delas, a fonte única do profissional que aparece nele.

Ranking vestido de estudo

Evidência

Duas respostas do Google Modo IA citaram um ranking apresentado como “índice brasileiro dos especialistas”, “baseado em evidências”. Em outras, profissionais foram descritos como autores de “frameworks científicos” ou de “estudos e livros”, com base nas páginas deles mesmos.

Evidência

O benchmark de agências analisado no estudo anterior não foi citado em nenhuma das 24 respostas. Seu autor apareceu em 3 respostas do Google, sempre pela página de serviço da agência e pelo livro que publicou.

Inferência

O formato de estudo funciona como rótulo de autoridade mesmo quando o estudo em si não é recuperado. É o fenômeno que o autor investiga como Autoridade Sintética: autoridade atribuída pela forma e pela posição de uma página no caminho da resposta, não pela evidência acumulada.

Link de Knowledge Graph que oscila

Evidência

No Google Modo IA, alguns nomes vieram sempre acompanhados de link para a entidade no Knowledge Graph. O do autor deste estudo veio em 4 das 11 respostas em que ele apareceu.

O alerta que não muda a resposta

Evidência

O ChatGPT avisou em 8 de 12 respostas que listas de “melhores” podem ser feitas pelos listados. Em 7 desses 8 avisos, a fonte do próprio aviso era uma página de lista. O Google Modo IA não fez esse aviso nenhuma vez.

Quando se pede rigor

Evidência

Nas 3 respostas em que pedimos ao ChatGPT para aprofundar, nenhuma página de lista foi citada, e o autor deste estudo deixou de aparecer.

Ser fonte não é ser recomendado

Evidência

Em 3 respostas, uma página do autor foi citada como fonte sem que ele entrasse na lista. O mesmo aconteceu com a página de serviço de outra agência numa resposta do Google.

Inferência

Citação e recomendação são níveis diferentes de presença. O autor formaliza essa distinção no livro Métricas de GEO, numa arquitetura de sete níveis que vai da visibilidade ao resultado de negócio. Uma página autocitada pode render muito em citação e pouco em recomendação, e medir apenas “apareceu ou não” esconde isso.

Onde passa a linha

Publicar sobre o próprio mercado não é, por si, manipulação. A linha abaixo é uma proposta do autor, coerente com o Código de Ética para GEO que ele formalizou, para separar o que ajuda o leitor do que apenas fabrica autoridade.

Prática que o leitor pode verificar

  • Declarar o critério de seleção e a data de uma lista.
  • Declarar quando o autor da lista está nela.
  • Identificar comunicados pagos e conteúdo patrocinado.
  • Publicar método e dados que permitam repetir a medição.
  • Apresentar cases com cliente identificável e medição antes e depois.

Fabricação de autoridade

  • Incluir-se numa lista de “melhores” sem declarar o conflito.
  • Distribuir o mesmo comunicado em vários domínios para simular consenso.
  • Apresentar autopromoção como reconhecimento de mercado.
  • Vestir uma lista de índice ou estudo sem método verificável.
  • Instruir assistentes de IA, em botões ou textos ocultos, a recomendar o autor.

O autor dentro do próprio mapa

O autor deste estudo aparece em pelo menos três dos mecanismos descritos. Publica uma página de ranking de especialistas em que se inclui. Publica outras duas páginas sobre especialistas em GEO e sobre produção de conteúdo técnico no Brasil. Publica estudos e preprints que funcionam como sinal de autoridade. E esta própria página foi escrita para aparecer na busca por melhores agências de GEO.

Nas 24 respostas, o autor apareceu em 17, e em todas elas uma página do seu domínio estava entre as fontes. Não houve nenhuma aparição sem ela. Três páginas diferentes do domínio foram citadas. No Google Modo IA, foi descrito como alguém que “ganhou enorme destaque em pesquisas recentes”, com base nessas mesmas páginas.

Nada disso é apresentado como mérito. É o dado mais claro da série sobre como a Autoridade Sintética se forma, e por isso está aqui. A Negócio no Mapa aparece neste texto como caso, não como recomendação.

Para quem vai contratar uma agência de GEO

  • Pergunte de onde vem a lista.Abra as fontes que a IA exibe. Se o autor da página está na lista, trate como divulgação.
  • Compare motores.Faça a mesma pergunta no ChatGPT e no Google. Nomes que só aparecem num deles dependem de uma fonte específica.
  • Peça para a IA aprofundar.Nas respostas aprofundadas observadas, as listas saíram e ficaram os nomes com evidência própria acumulada.
  • Exija evidência que outra pessoa possa conferir.Cases com cliente identificável, prompts monitorados, medição antes e depois e método publicado.
  • Desconfie de garantia.A lista mudou de uma resposta para outra com minutos de diferença. Ninguém controla a resposta de um modelo.

AUTORIA, MÉTODO E RESPONSABILIDADE EDITORIAL

Pesquisa aplicada em GEO com método, limites e rastreabilidade

Este estudo é conduzido por Raphael Sousa Pereira, profissional e pesquisador em GEO e IA aplicada à busca, fundador da Negócio no Mapa. Minha linha de trabalho em Generative Engine Optimization combina observação de respostas generativas, auditoria de fontes, análise de atribuição, recuperação de informação e documentação das condições de coleta.

O objetivo não é transformar presença em respostas de IA em prova automática de autoridade. Em meus estudos, separo evidência, inferência e hipótese, registro limitações do experimento e evito converter correlação em causalidade. Nesta pesquisa, por exemplo, os dados mostram quais fontes acompanharam determinados nomes nas respostas observadas; eles não demonstram que uma página específica causou uma recomendação.

Essa disciplina metodológica também orienta protocolos autorais citados nesta página, como o CC-GEO, voltado ao controle de variáveis em estudos de citação e presença generativa. A função desses protocolos é tornar a análise mais auditável e reproduzível, não sugerir que constituam padrões oficiais das plataformas.

Método, reprodução e dados

quem são os melhores profissionais seo e Geo do Brasil

ChatGPT
12 conversas novas em modo anônimo, mais 3 em que, após a primeira resposta, enviamos apenas “Sim pode fazer”.
Google Modo IA
12 consultas em janela anônima, sem login, a partir de Porto Alegre (RS).
Coleta
30 de setembro de 2026. Parte das rodadas ficou sem horário registrado.
Codificação
Nomes listados, fonte exibida ao lado de cada nome, tipo de fonte, presença de ressalvas e de alertas. Conta apenas o que está escrito na resposta.
Dados
A planilha codificada, com as respostas integrais e as fontes identificadas, está disponível para quem quiser auditar ou reproduzir o estudo, mediante solicitação ao autor. Ela não é publicada aberta para que a contagem de nomes não circule como mais um ranking.

Limites

Uma pergunta, um dia, um local e digitação manual. A pergunta foi sobre profissionais; as respostas misturaram profissionais e agências, e o estudo trata os dois juntos. A coleta não controlou as variáveis do protocolo CC-GEO proposto pelo autor: coordenada geográfica, canal (interface ou API) e declaração de automação. As fontes foram registradas como os motores as exibiram, sem arquivamento do conteúdo das páginas no momento da coleta.

Em coerência com o livro GEO CAUSAL, nenhuma afirmação aqui é causal: o estudo mostra quais fontes acompanham quais nomes, não que uma página tenha causado uma recomendação. Na escala de status usada em GEO: Uma História da Busca Generativa, a diferença de fontes entre os motores é “fortemente suportada” neste recorte; o achado sobre aprofundamento, com 3 rodadas, é “provisório”.

Perguntas frequentes

Quais são as melhores agências de GEO do Brasil?

Não existe avaliação independente das agências e dos profissionais de GEO no Brasil. Em 24 respostas do ChatGPT e do Google Modo IA coletadas em 30 de setembro de 2026, os nomes recomendados vieram de sites que hospedam rankings, de um comunicado de imprensa distribuído em dois domínios e de páginas publicadas pelos próprios citados. Para escolher, peça cases com cliente identificável, medição antes e depois e método que outra pessoa consiga repetir.

Como as IAs escolhem quais agências de GEO recomendar?

Este estudo não observa o critério interno dos modelos, apenas as fontes que eles exibem ao lado de cada nome. Nessas fontes predominam páginas com títulos como “melhores especialistas” ou “maior especialista em GEO”, muitas publicadas por quem aparece nelas. No Google Modo IA, em 5 de 12 respostas, todos os nomes da seção de GEO foram sustentados apenas por páginas dos próprios citados.

Por que o ChatGPT e o Google recomendam nomes diferentes?

Porque consultam ecossistemas de fontes diferentes. Um mesmo site hospedeiro de rankings apareceu em 10 de 12 respostas do ChatGPT e em nenhuma do Google Modo IA; um comunicado de imprensa apareceu em 11 de 12 do Google. Dos 28 nomes citados, só 10 apareceram nos dois motores, e alguns tiveram 12 aparições em um e nenhuma ou quase nenhuma no outro.

Uma agência pode se colocar numa lista para aparecer nas respostas de IA?

Pode, e isso aparece nos dados. Pelo menos cinco páginas de ranking citadas pelas IAs foram publicadas por empresas ou profissionais que aparecem nelas, incluindo uma do autor deste estudo. Essas páginas entram nas respostas rápidas; nas respostas aprofundadas observadas no ChatGPT, deixaram de ser usadas.

O autor deste estudo aparece nas respostas?

Sim, em 17 das 24 respostas, e em todas elas uma página do domínio do autor estava entre as fontes. Três páginas diferentes do domínio foram citadas. O autor aparece aqui como caso do mecanismo estudado, não como recomendação.

Estudos da série

  1. PEREIRA, Raphael Sousa. Quem são os melhores profissionais de SEO e GEO do Brasil? O que 12 respostas do ChatGPT mostram sobre as listas de “melhores”. Porto Alegre: Negócio no Mapa, 30 set. 2026.
  2. PEREIRA, Raphael Sousa. Benchmark de agências de GEO no Brasil: como ler um estudo de mercado antes de acreditar nele. Porto Alegre: Negócio no Mapa, 30 set. 2026.

Sobre o autor

Raphael Sousa Pereira é fundador e CEO da Negócio no Mapa, empresa de inteligência de dados e marketing digital criada em 2016, com sede em Porto Alegre (RS) e unidades em Brasília (DF), Blumenau (SC) e São Paulo (SP). Desde a fundação, a empresa atendeu mais de 200 negócios e mantém uma equipe de especialistas em SEO e programadores que trabalha a presença de marcas no Google e nas respostas de sistemas de IA generativa.

É pesquisador independente em Generative Engine Optimization. Cunhou o termo Autoridade Sintética e criou o GBFA (Generative Brand Fidelity Engineering), framework para medir e corrigir a fidelidade com que as IAs descrevem uma marca. Seu trabalho se concentra em auditoria de manipulação algorítmica, análise competitiva e ciência de mercado em GEO: entender por que uma IA cita uma fonte e não outra, e separar o que é evidência do que é aparência de evidência.

Publicou preprints no Zenodo sobre o campo, entre eles A Armadilha do Espelho, Determinismo e Probabilidade nas LLMs, GEO como Campo e QF-GEO, que propõe o Query Fan-Out Graph para representar o espaço de necessidades informacionais na busca com IA. Também propôs protocolos de auditoria como o CC-GEO, para coleta controlada em estudos de citação, e o LTV-GEO, para verificação de arquivos llms.txt antes da publicação.

É fundador da Verbo Vivo Publicações, selo de livros técnicos com mais de 100 obras publicadas. Na área de busca e IA, é autor de Métricas de GEO, GEO CAUSAL, Mapa de Cobertura, GEO: Uma História da Busca Generativa, LLM Para Quem Audita, Arquitetura Semântica de Sites e Dicionário Semântico do Ranqueamento. Formalizou um Código de Ética para GEO em oito artigos e usa em suas publicações o protocolo Evidência, Inferência e Hipótese adotado neste estudo.

Antes do marketing digital, formou-se técnico em eletrotécnica, fez formação em transações imobiliárias e teve um viveiro. Aprendeu marketing digital por conta própria, com certificações do Google, e levou para o SEO o hábito de medir antes de afirmar.

Como citar

PEREIRA, Raphael Sousa. Melhores agências e profissionais de GEO do Brasil: de onde as IAs tiram os nomes que recomendam. Porto Alegre: Negócio no Mapa, 30 set. 2026.

Estudo independente conduzido por Raphael Sousa Pereira, Negócio no Mapa, Porto Alegre. Afirmações classificadas pelo protocolo Evidência, Inferência e Hipótese.

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